Um casal com dois filhos, traumatizados pelo não-nascimento de um terceiro que morreu na barriga da mãe, decidem adotar mais um na tentativa de seguir a vida adiante. Esther, a criança, agrada eles logo de cara.
Ela é meio sinistra, cheia de manias meio loucas, e a coisa começa a ficar freak, as pessoas ao redor começam a se acidentar, desaparecer, morrer, e ela sempre é cheia dos argumentos e frases duras pra se livrar e jogar uns contra os outros para se safar. A personagem é ótima, o clima do filme é bom e o roteiro segue uma linha intrigante. Spoiler abaixo:
Tudo dava a entender que a guria era o demo encarnado, malévola e sinistra, manipuladora e com conhecimento demais pra idade dela (ela é mestra absoluta no piano, pintura, entende muito de idiomas, etc). Fiquei surpreso, e até meio feliz, de ela ser uma velha normal. Velha? É... velha, na real ela é uma velha com uma deficiência que a faz parecer criança a vida toda. Tem vários problemas psicológicos e tinha fugido de um sanatório na Rússia, se passando por gurizinha por orfanatos para ser adotada, arruinar as famílias e tentar seduzir o chefe da casa. No fundo, ela é apenas uma russa mal-comida (ou no caso, não-comida, A Virgem de Quarenta Anos).
Depois que se consolida que ela não é o demo encarnado, só uma louca psico, fica aquele clima de Anjo Malvado, com muitas semelhanças em relação à família, os outros filhos e mesmo o ambiente (casa isolada, neve e lagos congelados, só faltou um penhasco). O filme é bom, não deixa pontas soltas mas tem esse lance estranho de uma guriazinha varrendo o país tentando fazer sexo, pedófilos vão comprar a versão extendida na esperança de uns peitinhos.
O filme agradou, só achei um pouco superestimado. Acho que vou ter que começar a fugir do marketing de internet, onde Esther está entre os 10 personagens de terror mais medonhos da história, e fica avacalhando com minhas expectativas.
0 comentários:
Postar um comentário