Under the Dome: Nova série?

Dizem os boatos que Steven Spielberg e Stephen King trabalharão juntos no projeto de uma nova série de TV baseada no último best seller de King: Under the Dome. A trama é sobre uma cidade no Maine que fica aprisionada sob um misterioso campo de força.

A Dreamworks TV provavelmente produzirá a série, que ainda não tem data definida para início das gravações do piloto.




Deixa Ela Entrar (Låt den Rätte Komma In)


Embora, à primeira vista, pareça ser um filme de terror, na minha opinião Deixa Ela Entrar (Låt den Rätte Komma In, 2008) está mais próximo de um drama. O filme do diretor sueco Tomas Alfredson conta a história de Oskar, um menino retraído de 12 anos que vive com a mãe, apanha dos colegas na escola, e aparentemente não tem amigos. Seu desejo de vingança fica óbvio logo nas primeiras cenas, onde ele ensaia com uma faca golpes no ar. Eli, uma menina bonita e tímida se muda para o apartamento ao lado e, numa gélida noite, os dois se encontram no pátio do prédio onde moram. Mas a cumplicidade só aparece quando Oskar empresta a Eli o seu cubo mágico, e ela o devolve duas noites depois resolvido. O afeto entre os dois é óbvio e, quando Oskar inocentemente oferece sua mão sangrando para um pacto de sangue, ele descobre que Eli não é uma menina, mas uma vampira, presa no corpo e na mente de uma menina de 12 anos, com todos os conflitos típicos da idade, além do fardo da sua condição imortal. Eli não mata por prazer, mas por necessidade. Oskar porém não foge, pelo contrário, torna-se curioso a respeito dela.
Também merecem ser mencionados os muito bem pensados personagens secundários. O homem que cuida de Eli, e mata para trazer o alimento da menina. A única testemunha do primeiro assassinato do filme, um homem solitário e neurótico, cercado por gatos e descreditado por seus vizinhos. A mulher infectada, que se apavora com os sintomas, perde o controle e se suicida com a luz do sol. O pai de Oskar, que faz tudo pelo filho, até a bebida entrar em cena (e nesse momento se percebe mais um, entre os inúmeros fatores que levam Oskar a ser um menino tão problemático).
O filme retrata um amor pré-adolescente entre um humano e uma vampira. Mas não se engane. Diferente da série de Stephanie Meyer, Deixa Ela Entrar é um filme chocante, que mostra a realidade crua da adolescência do ponto de vista de um menino que sofre o abandono afetivo dos pais e a violência física e psicológica na escola, aliada à crueldade que muito faz falta nos vampiros de hoje em dia. É um filme que me marcou muito, especialmente quando eu percebi que Oskar era nada mais do que uma criança, buscando desesperadamente por algum ponto seguro, algo em que confiar.

Claro que, devido ao relativo sucesso do filme, Hollywood não poderia deixar de fazer uma refilmagem, que será dirigida por Matt Reeves, de CloverField.

Assista!

Por Tânia B.

Atividade Paranormal (Paranormal Activity) - Julgamento


FANTÁSTICO! Assisti o filme dois dias atrás e até agora não consigo pensar/escrever a respeito do filme sem minha respiração ficar alterada. O filme é um marco, sem dúvida. Na história do cinema, a partir de agora, existem os filmes antes e depois de Paranormal Activity.

A tensão é impressionante, pra fazer um cinema lotado e cheio de adolescentes ficarem quietos, respirando devagar para não se desconcentrarem da tela, as cenas precisam ser realmente fortes. Não se trata de suspense e sustos, trata-se de tensão, pavor e medo. O filme começa como um suspense e torna-se progressivamente o filme mais assustador e aterrorizante que eu já vi em muitos anos. Spoiler abaixo:

Trata-se da história de um jovem casal, contada por uma câmera que o marido comprou afim de registrar paranormalidades que acontecem envolvendo a esposa. Eles chamam um especialista (franguinho) que se recusa a ajudá-los por não se tratar de espíritos, mas sim de um demônio. As cenas aterrorizantes se passam a noite, na visão notura da câmera, enquanto eles dormem. No início são ocorrências insignificantes (como uma porta se mexendo), mas retratadas de forma que nos colocam literalmente dentro do quarto, aí... bem, não é mais tão insigificante assim. É de gelar o coração, e piora gradativamente com pegadas no talco e ataques ao casal (o primeiro ataque físico é uma das cenas mais tensas que já vi na vida).

O filme é realmente Bruxa-de-Blair like, mas é magnífico. Possui três finais que a Paramount faz um esforço descomunal para manter fora da Internet (sem sucesso, óbvio). O final do cinema não é o final original, mas eu fico muito feliz, uma vez que este novo é muito superior.

Recomendo assistirem no cinema, ou no home-theater mais estúpido que estiver à disposição. Nessas horas é uma boa contar com a tecnologia para se sentir realmente dentro do filme, vale muito a pena.

rivi


Classificação do filme:

(de acordo com minha experiência cinematográfica digna de um programador)

10
10
10
11
10
8
10

Zumbilândia (Zombieland) - Julgamento


Finalmente um filme realmente divertido em cima de um tema tão rico e que eu gosto tanto. Zombieland é uma comédia muito bem desenvolvida, com tiradas ótimas, personagens e atores em ótima atuação e que fuge muito bem do tradicional humor pastelão.

A história se passa numa terra morta, o Dia Z chegou, passou, e não sobrou quase ninguém. A história gira em torno de Columbus, um adolescente virgem bundão que criou (acho que) 47 regras para sobreviver nessa Terra de Ninguém. No decorrer da história ele conhece Tallahassee (Woody Harrelson, o melhor ator para papéis loucos da atualidade), um cara que descobriu seu maior talento no Outbreak: ele extermina zumbis como ninguém.

No decorrer da história, entra em cena também Wichita e Little Rock, duas irmãs golpistas, e uma particição de Bill Murray, que por alguma razão, sempre é mega-fodalhão em suas participações especiais, como em Space Jam.

O filme é muito bem humorado, com tiradas ótimas e uma produção impecável. Muito bom mesmo. Recomendado! :)


rivi


Classificação do filme:

(de acordo com minha experiência cinematográfica digna de um programador)

8
10
10
8
10
9

Anticristo (Antichrist) - Julgamento

DOENTIO o filme, não vou botar nem a imagem do filme que deu nojo.

O filme é chato, as cenas são apelativas e passei o filme todo torcendo pra morrer logo todo mundo e acabar aquela bosta. "Mas a intenção do diretor era chocar..." PFFF, tem vídeos na internet que são nojentos e chocam igual, não precisava botar no cinema também esse tipo de lixo.

Ainda achei ridículo o final, que o cara consegue finalmente dar fim na mulher louca dele, e encarna a Branca-de-neve, com os animais da floresta ajudando ele. WTF!? Não vai ganhar nem quadrinho de classificação também, considerem zero em tudo... ainda bem que assisti a porcaria de graça, viva o patrocínio.

A Orfã (Orphan) - Jugalmento


Um casal com dois filhos, traumatizados pelo não-nascimento de um terceiro que morreu na barriga da mãe, decidem adotar mais um na tentativa de seguir a vida adiante. Esther, a criança, agrada eles logo de cara.

Ela é meio sinistra, cheia de manias meio loucas, e a coisa começa a ficar freak, as pessoas ao redor começam a se acidentar, desaparecer, morrer, e ela sempre é cheia dos argumentos e frases duras pra se livrar e jogar uns contra os outros para se safar. A personagem é ótima, o clima do filme é bom e o roteiro segue uma linha intrigante. Spoiler abaixo:

Tudo dava a entender que a guria era o demo encarnado, malévola e sinistra, manipuladora e com conhecimento demais pra idade dela (ela é mestra absoluta no piano, pintura, entende muito de idiomas, etc). Fiquei surpreso, e até meio feliz, de ela ser uma velha normal. Velha? É... velha, na real ela é uma velha com uma deficiência que a faz parecer criança a vida toda. Tem vários problemas psicológicos e tinha fugido de um sanatório na Rússia, se passando por gurizinha por orfanatos para ser adotada, arruinar as famílias e tentar seduzir o chefe da casa. No fundo, ela é apenas uma russa mal-comida (ou no caso, não-comida, A Virgem de Quarenta Anos).

Depois que se consolida que ela não é o demo encarnado, só uma louca psico, fica aquele clima de Anjo Malvado, com muitas semelhanças em relação à família, os outros filhos e mesmo o ambiente (casa isolada, neve e lagos congelados, só faltou um penhasco). O filme é bom, não deixa pontas soltas mas tem esse lance estranho de uma guriazinha varrendo o país tentando fazer sexo, pedófilos vão comprar a versão extendida na esperança de uns peitinhos.

O filme agradou, só achei um pouco superestimado. Acho que vou ter que começar a fugir do marketing de internet, onde Esther está entre os 10 personagens de terror mais medonhos da história, e fica avacalhando com minhas expectativas.

rivi


Classificação do filme:

(de acordo com minha experiência cinematográfica digna de um programador)

8
8
7
6
9
8